sábado, 13 de novembro de 2010

Liberdade?


Não é segredo para ninguém que, durante muito tempo a mulher viveu subjugada à vontade masculina, sendo obrigada a esconder-se sob uma sociedade machista, patriarcal e autoritária, sendo apenas uma sombra do homem que estava ao seu lado.
Sempre absorta em suas “obrigações”, não havia espaço para o seu lado pessoal, profissional, emocional e, muito menos, intelectual.

Aos poucos, as mulheres passaram a enxergar o mundo que as cercava, a compreender o universo em que viviam, percebendo-se e descobrindo-se, pensando e questionando.
Começaram a lutar por aquilo que acreditavam. Fizeram passeatas, queimaram sutiãs, foram atrás de sua liberdade, e, gradualmente, foram conquistando seu espaço.
Lavar, cozinhar, costurar, servir, isso já não cabia à realidade que elas buscavam.
Elas conseguiram, libertaram-se do modelo de mulher criado pela sociedade e, a partir de então, essa luta foi consolidando-se e a mulher foi se destacando em locais anteriormente masculinos.
A ideia era ser tratada como igual e conseguiram. Alcançaram respeito, provaram que não nasceram só para ser mãe e dona de casa, e mostraram que tem capacidade intelectual.

Mas agora eu te pergunto, o que as mulheres estão fazendo com essa liberdade que tanto ansiaram?
Hoje, o conceito de liberdade está totalmente deturpado. A mulher lutou tanto para ter um espaço na sociedade, para ter seus direitos, para ser tratada com igualdade, mas de repente, a grande maioria, esqueceu-se do real valor dessa conquista, esqueceu-se dos seus ideais e tornou-se um “objeto” por escolha própria.

A verdadeira luta perdeu-se durante o trajeto e, o que era antes uma marcha pela conquista social, tornou-se uma busca por liberdade sexual.
Será que levar inúmeros homens para a cama te torna livre? Que liberdade mascarada é essa?
A nova geração feminina se auto corrompeu, desvalorizou-se, tornou-se escrava da sensualidade e da sexualidade. É muito mais importante estar linda. O foco agora é, nada mais, que seu corpo, alguns mililitros de silicone e uma lipo na barriga. Transformou-se num objeto a ser comercializado, e, ao mesmo tempo em que conquistam à presidência da república, estampam um comercial de cerveja e aceitam serem chamadas de “cachorras” em uma letra de música (pra não citar coisas piores...).

Isso não é ser tratada como igual, é apenas rebaixar-se àquilo que deveria ser afastado.
Essa semana me mostraram um vídeo onde uma mulher ironiza a própria desgraça feminina, nada engraçado por sinal. Ela diz coisas do tipo: “Se teu parceiro te bateu, foi porque você mereceu...você pode apanhar, desde que continue bonita e pronta pra outra...se ele estiver te traindo, vai cozinhar e costurar a cueca dele...”

Até quando essa vai ser a realidade da mulher? Será que está na moda ser fútil e superficial? Será que é melhor ser chamada por um nome vulgar que ter um “cérebro que funcione”?
A mulher precisa impor novamente o respeito que perdeu. Precisa deixar de ser um brinquedinho fácil, um artigo de luxo, uma “com uma coisa” qualquer que é consumida e jogada fora. Precisa ser reconhecida por sua capacidade pensante, seu valor intelectual, ético e pessoal, e não pelo tamanho de seu bumbum.

Já passou da hora da mulher acordar e sair do buraco que está se enterrando.

Fonte: Aqui.