sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Política + Religião = ?



            Mais uma coisa que me fez refletir nessas sucessivas disputas é a união de religião e política, algo que sempre aconteceu, mas, não nas proporções atuais e gera alguns questionamentos.

            Imaginemos a seguinte situação: Uma figura religiosa de prestigio manifestando, nacionalmente, seu apoio a um presidenciável. È mais do que comum e esperado que essa simples ação conquiste um número considerável de votos para o candidato. Funciona bem. É até interessante que a religião se envolva nas decisões políticas, buscando o melhor para ambos os lados, não fosse um ponto relevante.
            Boa parte dos eleitores seguidores da religião dessa figura, ao ver, ouvir ou saber dessa manifestação, deixarão de lado a necessidade de que seja feita uma análise das propostas, metas e conquistas de cada candidato. Resultado? As pessoas não votam no candidato, votam na figura religiosa que pediu o voto. E como toda eleição tem suas acirradas concorrências, faz-se necessário que a oposição busque também um forte líder a fim de conquistar números para seu partido e candidato. Mais uma vez, o processo se repete.
            Fica a pergunta: As instituições religiosas estariam realmente buscando envolvimento político por preocupação social, ou em função dos interesses de indivíduos isolados? Afinal, esses sabem muito bem a quão alienada a população pode ser em momentos como esse. A relação político-religiosa pode ser benéfica, mas, antes que isso se torne possível, é necessário que ela seja repensada.


Fonte: 
Aqui.